Oi... Eu sou a Andréia... mas pode me chamar de Déia : )!!! Nessa página vou tentar transportar um pouco do "meu mundo" para vocês... Terão alegria, tristeza, mal-humor, felicidade de não caber em lugar algum, vontade de chorar, rir, cantar, dançar, bater, matar e morrer,amor, carinho, ilusão, desilusão e muito sonho...

MSN e e-mail: andystroher@hotmail.com

•·.·´¯`·.·•E-mail p a Déia•·.·´¯`·.·•


Histórico:

- 02/01/2005 a 08/01/2005
- 26/12/2004 a 31/12/2004
- 19/12/2004 a 24/12/2004
- 12/12/2004 a 17/12/2004
- 05/12/2004 a 10/12/2004
- 28/11/2004 a 03/12/2004
- 21/11/2004 a 26/11/2004
- 14/11/2004 a 19/11/2004
- 07/11/2004 a 12/11/2004

Meu humor atual - i*Eu

Link-me!




Agradeço esse button a Giselle do Doce Veneno Gifs . Obrigada querida.

Eu leio e recomendo:

- A Casa Caiu
- Amo Viver
- Believe in Life
- Cantinho da Poesia by Mara Spada
- Cão da Costa
- Confabulâncias
- Contos e Desencontros
- Do Alto do Tabor...
- Doce Veneno Gifs
- Fragmentos
- O Apanhador de sonhos
- Papo de Fada
- Poesia Morta
- Transmimentos de Pensações II




































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O Recital

 

            Uma boa maneira de começar um conto é imaginar uma situação rigidamente formal – digamos, um recital de quarteto de cordas – e depois começar a desfiá-la, como um pulôver velho. Então, vejamos. Um recital de quarteto de cordas.

            O quarteto entra no palco sob educados aplausos da seleta platéia. São três homens e uma mulher. A mulher, que é jovem e bonita, toca viola. Veste um longo vestido preto. Os três homens estão de fraque. Tomam os seus lugares atrás das partituras. Da esquerda para a direita: um violino, outro violino, a viola e o violoncelo. Deixa ver se não esqueci nenhum detalhe. O violoncelista tem um grande bigode ruivo. Isto pode se revelar importante mais tarde, no conto. Ou não.

            Os quatro afinam seus instrumentos. Depois, silêncio. Aquela expectativa nervosa que precede o início de qualquer concerto. As últimas tossidas da platéia. O primeiro violinista consulta seus pares com um olhar discreto. Estão todos prontos. O violinista coloca o instrumento sob o queixo e posiciona seu arco. Vai começar o recital. Nisso...

            Nisso, o quê? Qual é a coisa mais insólita que pode acontecer num recital de um quarteto de cordas? Passar uma manda de zebus pelo palco, por trás deles? Não, a manda de zebus passa, parte da platéia pula das cadeiras e procuras as saídas em pânico, outra parte fica paralisada e perplexa, mas depois tudo volta ao normal.

            O quarteto, que manteve-se firme no lugar até o último zebu – são profissionais, e mesmo aquilo não pode estar acontecendo – começa a tocar. Nenhuma explicação é pedida ou oferecida. Segue o Mozart.

            Não. É preciso instalar-se no acontecimento, como a semente da confusão, uma pequena incongruência. Algo que crie apenas um mal-estar, de início, e chegue lentamente em etapas sucessivas, ao caos. Um morcego que pousa na cabeça do segundo violinista durante um pizzicato. Não, melhor ainda. Entra no palco um homem carregando uma tuba.

            Há um murmúrio na platéia. O que é aquilo?

            O homem entra, com sua tuba, dos bastidores.

            Posta-se ao lado do violoncelista. O primeiro violinista, retesado como um mergulhador que subitamente descobriu que não tem água na piscina, olha para a tuba entre fascinado e horrorizado. O que é aquilo? Depois de alguns instantes em que a tensão no ar é como a corda de um violino esticada ao máximo, o primeiro violinista fala:

            - Por favor...

            - O quê? – diz o homem da tuba, já na defensiva. – Vai dizer que eu não posso ficar aqui?

            - O que o senhor quer?

            - Quero tocar, ora. Podem começar que eu acompanho.

            Alguns risos da platéia. Ruídos de impaciência. Ninguém nota que o violoncelista olhou para trás e quando deu com o tocador de tuba virou o rosto em seguida, como se quisesse se esconder.

            O primeiro violinista continua:

            - Retire-se, por favor.

            - Por quê? Quero tocar também.



- Postado por: Déia às 23h34
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          - Por favor. Isto é um recital para quarteto de cordas. Vamos tocar Mozart. Não tem nenhuma parte para a tuba.

            - Eu improviso alguma coisa. Vocês começam e eu faço um-pá-pá.

            Mais risos da platéia. Expressões de escândalo. De onde surgiu aquele homem com uma tuba? Ele nem está de fraque. Segundo algumas versões, veste uma camiseta do Vasco. Usa chinelos de dedo. A violista sente-se mal. O violinista ameaça chamar alguém dos bastidores para retirar o tocador de tuba à força. Mas ele aproxima o bocal do seu instrumento dos lábios e ameaça:

            - Se alguém se aproximar de mim eu toco pof!

            A perspectiva de se ouvir um pof naquele recinto paralisa a todos.

            - Está bem – diz o primeiro violinista. – Vamos conversar. Você, obviamente, entrou no lugar errado. Isto é um recital de cordas. Estamos nos preparando para tocar Mozart. Mozart não tem um-pá-pá.

            - Mozart não sabe o que está perdendo – diz o tocador de tuba, rindo para a platéia e tentando conquistar a sua simpatia.

            Não consegue. O ambiente é hostil. O tocador de tuba muda de tom. Torna-se ameaçador:

            - Está bem, seus elitistas. Acabou. Onde é que vocês pensam que estão, no século XVIII? Já houve dezessete revoluções populares depois de Mozart. Vou confiscar estas partituras em nome do povo. Vocês todos serão interrogados. Um a um, pá-pá.

            Torna-se suplicante:

            - Por favor, só o que eu quero é tocar um pouco também. Eu sou humilde. Não pude estudar instrumento de corda. Eu mesmo fiz esta tuba, de um Volkswagen velho. Deixa...

            Num tom sedutor, para a violista:

            - Eu represento os seus sonhos secretos. Sou um produto da sua imaginação lúbrica, confessa. Durante o Mozart, neste quarteto anti-séptico, é em mim que você pensa. Na minha barriga e na minha tuba fálica. Você quer ser violada por mim num alegro assai, confessa...

            Finalmente, desafiador, para o violoncelista:

            - Esse bigode ruivo. Estou reconhecendo. É o mesmo bigode que eu usava em 1968. Devolve!

            O tocador de tuba e o violoncelista atracam-se. Os outros membros do quarteto entram na briga. A platéia agora grita e pula. É o caos! Simbolizando, talvez, a falência final de todo o sistema de valores que teve início com o Iluminismo europeu ou o triunfo do instinto sobre a razão ou, ainda, uma pane mental do autor. Sobre o palco, um dos resultados da briga é que agora quem está com o bigode ruivo é a violista. Vendo-a assim, o tocador de tuba pára de morder a perna do segundo violinista, abre os braços e grita: "Mamãe!"

            Nisso, entra no placo uma manda de zebus.

 (VERÍSSIMO, Luís Fernando. O analista de Bagé. São Paulo: Círculo do Livro, s/d, pp. 59-61)



- Postado por: Déia às 23h34
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Esse texto é para refletirmos nessa época tão propícia para esse fim...

"A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana. A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo, o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro. O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se, o ser casto de mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes da emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."

                                                   (Vinicius de Moraes)

 

Desejo a vocês um 2005 cheio de alegrias, realizações, vitórias e muito amor!!!

E lembrem-se, por pior que seja a noite ou a tempestade, o Sol sempre volta a brilhar!!!

Que Deus nos abençõe!!!

Beijo da Déia : )

 



- Postado por: Déia às 14h10
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Meus queridos...

Que este Natal seja especial em todos os sentidos para vocês... E não se esqueçam do verdadeiro sentido do Natal, que é o nascimento de nosso Salvador. Que ele seja exemplo para nós... Que tenhamos sempre em mente o amor ao próximo e a fraternidade!!!

Muita paz, união, alegria, confraternização e muito, muito amor para vocês!!!

Beijo da Déia : )



- Postado por: Déia às 11h08
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De aorcdo com uma pqsieusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as lrteas de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia lrteas etejasm no lgaur crteo. o rseto pdoe ser uma ttaol bçguana que vcoê pdoe anida ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmenos cdaa lrtea isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo.

                                         *_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*_*

Etnão vou balogr só asism aroga... um eícicexro praa nsooss nenioôurs... rs

 

 



- Postado por: Déia às 00h18
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XXI

E foi então que apareceu a raposa:

- Bom dia - disse a raposa.

- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.

- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa - disse a raposa.

- Brincar comigo - propôs ele. - Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa - disse o principezinho.

Mas, após refletir, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?

- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer "cativar"?

- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?

- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É algo quase sempre esquecido - disse a raposa. Significa "criar laços"...

- Criar laços?

- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós termos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível - disse a raposa. -Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra - disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito - suspirou a raposa.

Mas a raposa retomou o seu raciocínio.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens também. E isso me incomoda um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e observou por muito por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! - disse ela.

- Eu até gostaria - disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.

- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás um pouco mais perto...

No dia seguinte o príncipe voltou.

- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz! Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: Descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso um ritual.

- Que é um "ritual"? - perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até à vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!

Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis - disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! - disse ele.

- Vou - disse a raposa.

- Então, não terás ganho nada!

- Terei, sim - disse a raposa - por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Assim, compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.

Continua...



- Postado por: Déia às 23h57
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(...)

E voltou, então, à raposa:

- Adeus... - disse ele.

- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não se esquecer.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não se esquecer.

- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela tua rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não se esquecer.

              (SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O Pequeno Príncipe. 48.ed. Rio de Janeiro: Agir, s/d. pp. 66-74)



- Postado por: Déia às 23h42
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Hoje a Déia tá cultural... Vou postar a respeito de um dos grandes poetas da nossa terra: Augusto dos Anjos.

Ele é um poeta inclassificável, a rigor. Encontra-se elementos em sua poesia que o poderia classificar tanto no Parnasianismo, quanto no Simbolismo. Mas de acordo com a cronologia, os estudiosos da Literatura Brasileira comumente o enquadram no Pré-Modernismo. Mas justiça seja feita: não é só por causa do período literário que ele pode ser chamado de pré-modernista, visto sua poesia apresentar características da Vanguarda Européia.

Aliando uma linguagem altamente cientificista a temas de "mau gosto", o poeta cria uma poesia pessimista e angustiante que o aproxima das massas, do povo.

Postarei uma poesia que eu aprecio deveras e que trata de algo que deve estar incomodando muito, muitas pessoas... especialmente os "poderosos" deste nosso mundo...

O morcego

Meia noite. Ao meu quarto me recolho.
Meu Deus! E este morcego! E, agora, vêde:
Na bruta ardência orgânica da sede,
Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.


"Vou mandar levantar outra parede..."
— Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho
E olho o tecto. E vejo-o ainda, igual a um olho,
Circularmente sobre a minha rede!


Pego de um pau. Esforços faço. Chego
A tocá-lo. Minh'alma se concentra.
Que ventre produziu tão feio parto?!


A Consciência Humana é este morcego!
Por mais que a gente faça, à noite, ele entra
Imperceptivelmente em nosso quarto!

 



- Postado por: Déia às 00h12
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Respeitar as opções do outro, em qualquer aspecto,
é uma das maiores virtudes que o ser humano pode ter.
As pessoas são diferentes, agem diferente e pensam diferente.
 
 Portanto, nunca julgue, principalmente quando
nem ao menos deu o direito de defesa a quem vc esta criticando...
 
Apenas tente compreender!
P.S. - Erick, o seu segundo nome, Leonardo, vem do Latim e significa da cor do leão.


- Postado por: Déia às 02h18
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Olá pessoal... Nossa... vocês não têm noção da alegria q eu sinto ao ver sempre as mesmas pessoas comentando... isso significa que vcs estão gostando!!! Têm aquelas pessoas q vieram só uma vez e por motivo ou outro não voltaram... Agradeço a essas pessoas tbém. Como forma de homenagear a todos vcs, vou pôr aqui o significado do nome de cada um... Espero q gostem...

Adriana - latim; da cidade de Ádria, região banhada pelo mar Adriático.

Amanda - latim; digna de ser amada.

Andréia - grego; feminino de André: forte, viril.

Angélica - greco-latino; pura como um anjo, mulher perfeita. (Ih, Dude... a mãe errou no seu nome...).

Anne - (variação francesa de Ana) hebraico; cheia de graça, a benéfica.

Antonio - (variação espanhola de Antônio) latim; inestimável, o que não tem preço.

Bella - latim; linda.

Bené - abreviação de Benedito; latim; bendito, abençoado.

Bete - variação de Beth; aramaico; casa.

Bruno - teutônico; escuro, pardo.

Cecília - latim; cega.

Cláudia - latim; feminino de Cláudio que significa o coxo.

Daniel - hebraico; Deus é o meu juiz.

Eduardo - anglo-saxão; próspero, guardião.

Erick - (variação de Érico) antigo norueguês; poderoso como uma águia.

Evandro - grego; homem valente, homem varonil.

Fernanda - teutônico; ousada, alta.

Giselle - francês; refém.

Jéssica - hebraico; cheia de riqueza.

Karina - árabe; generosa.

Lilian - inglês; a pura, a inocente.

Manoela - feminino de Manoel; hebraico; Deus conosco.

Mara - hebraico; amargosa.

Marcelo - latim; que descende de Marte (o deus da guerra e não o planeta, viu?).

Márcio - latim; que pertence a Marte; marcial, guerreiro.

Renata - latim; renascida, ressuscitada.

Renato - masculino de Renata, ou seja, renascido, ressuscitado.

Samara - hebraico; protegida por Deus.

Sidnei - anglo-saxão; do antigo francês Saint-Deus.

Vanessa - gênero de lindas borboletas.

Yuri - variação russa de Jorge; grego; agricultor.

Não encontrei o significado de Clauberto... vou ficar devendo...

Algumas pessoas entram com nick... e confesso que não sei o nome delas... . É o caso do MaC, Vida, Seaprincess, Nefertary e Observador... Mas é só vcs me dizerem o nome que eu coloco o significado...

Uma ótima semana p vcs, meus queridos...

Beijo da Déia : )



- Postado por: Déia às 16h23
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O que determina se a vida de uma pessoa será de conquistas ou não? Existe algo pré-determinado (o destino) ou cada um faz seu próprio caminho?

Eu acredito nos dois. A vida nos dá opções, alternativas e cabe a nós escolher. Algumas vezes as decisões são difíceis e é aí que "o bicho pega". Quando não temos a coragem de decidir qual braço da encruzilhada vamos tomar, é mais fácil sentar e lamentar a falta de sorte.

Entretanto, eu acredito que esse negócio de sorte/azar, destino imutável é coisa de conformistas. Os que vivem creditando ao destino seus malogros , são as pessoas que se agarram a amizades superficiais, empregos entediantes, casamentos frustrados (só para citar alguns), sob a desculpa de que "as coisas são assim mesmo"!!! Chegam ao absurdo de, indiretamente, culpar a Deus: "é assim porque Deus quer"!!!

Todos são capazes de viver melhor. Basta ter a coragem de tomar as rédeas da própria vida e guiá-la. Não se deve deixar o medo de errar tolher nossas atitudes.

Afinal, nem sempre serão só acertos. Erros surgirão sim. Mas é assim que aprendemos: ora acertando, ora errando... e sempre crescendo com todas as experiências.

 

Tente outra vez
(Raul Seixas / Paulo Coelho / M. Motta)

Veja
Não diga que a canção está perdida
Tenha em fé em Deus, tenha fé na vida
Tente outra vez

Beba
Pois a água viva ainda está na fonte
Você tem dois pés para cruzar a ponte
Nada acabou, não não não não

Tente
Levante sua mão sedenta e recomece a andar
Não pense que a cabeça agüenta se você parar,
não não não não
Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira
Bailando no ar

Queira
Basta ser sincero e desejar profundo
Você será capaz de sacudir o mundo, vai
Tente outra vez

Tente
E não diga que a vitória está perdida
Se é de batalhas que se vive a vida
Tente outra vez



- Postado por: Déia às 00h41
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"Será que a liberdade é uma bobagem?...

Será que o direito é uma bobagem?...

A vida humana é que é alguma coisa

a mais que ciências, artes e profissões.

E é nessa vida que a liberdade tem um

sentido, e o direito dos homens.

A liberdade não é um prêmio, é uma

sanção. Que há de vir. "

(Mário de Andrade)



- Postado por: Déia às 23h03
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Olá pessoal... Hj estou inaugurando uma seção de "Curiosidades" no A Déia Disse. Volta e meia vou postar curiosidades em geral... Afinal, eu sempre fui muito curiosa... então tenho muito material... kkkk... Quero a opinião sincera de todos que me lêem, ok? Espero q gostem...

QUAL É O FILME MAIS LONGO DA HISTÓRIA DO CINEMA?

Você jamais deve ter ouvido falar dele, mas o filme campeão em duração não poderia ter um título melhor: The cure for insomnia (A cura para insônia, 1987). Escrito e dirigido por John Henry Timmis IV, o longa (e bota longa nisso) tem espetaculares 85 horas de duração, o que lhe garantiu lugar cativo no Guinness, o "livro dos recordes". Esse curioso filme foi desenvolvido como parte de um programa experimental, na tentativa de reprogramar o relógio biólogico dos insones para que eles pudessem voltar a dormir - quem sabe durante a própria exibição do filme. The cure for insomnia foi mostrado pela primeira vez, nos Estados Unidos, em 1987. A sessão começou no dia 31 de janeiro e só terminou no dia 3 de fevereiro. Curioso sobre a história apresentada? Pois é, o pior é que o filme não tem roteiro! O ator principal é o poeta americano L.D. Groban, que aparece em cena lendo um poema épico de sua autoria com mais de 4 mil páginas! À leitura da obra literária misturam-se cenas de arquivo com os mais variados temas, de videoclipes de heavy metal a cenas de sexo explícito captadas de fitas eróticas. Quem viu garante que a película tem momentos hilariantes, outros de pura genialidade, mas o que predomina mesmo é o tédio. Em 1970, outro filme-maratona ficou famoso: The longest most meaningless movie in the world (O filme mais longo e mais sem sentido do mundo). Exibido em algumas poucas salas de cinema na Inglaterra, ele também usava cenas de arquivo e durava 48 horas. É claro que filmes assim não entram no circuito comercial, são apenas obras experimentais. mas Hollywood também tem uma quedinha por produções duradouras, como você pode conferir abaixo.

ÉPICOS INTERMINÁVEIS

Dez filmes hollywoodianos com horas e mais horas de duração

 1. Cleópatra (1963) Duração: 4h03

 2. E o vento levou... (1939) Duração: 3h42

 3. Lawrence da Arábia (1962) Duração: 3h42

 4. Os dez mandamentos (1956) Duração: 3h40

 5. O portal do paraíso (1980) Duração: 3h39

 6. Ben-Hur (1959) Duração: 3h32

 7. O senhor dos anéis - o retorno do rei (2003) Duração: 3h30

 8. Spartacus (1960) Duração: 3h18

 9. A lista de Schindler (1993) Duração: 3h17

 10. Titanic (1997) Duração: 3h15

Matéria de Cíntia Cristina da Silva, extraída da edição n. 23 da revista Mundo estranho.



- Postado por: Déia às 00h56
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Bem q poderia ter se passado em muitos SACs brasileiros... rs

Eficiência é o nosso lema

(Fernando Sabino)

- Alô! Por favor, senhorita, trata-se do seguinte: eu comprei há tempos uma coleção da Enciclopédia Universal para pagar em prestações. Já paguei umas três mas resolvi... Como? Ah, sim, pois não. Muito obrigado. Espero, sim.

-Alô! Seção de Vendas? Por obséquio, eu queria saber... Meu nome é Sabino, mas isso não vem ao caso. Hein? Soletra-se S-A-B-I-N-O. Não, é um nome italiano, mas eu sou brasileiro. Escute, meu senhor, eu comprei uma coleção da Enciclopédia... Como? Bem... Ah, quando? No ano passado, não sei bem a data. Me desculpe, mas sou meio desorganizado. Comprei.... Sim, já foi entregue. Não, por favor, ouça, meu senhor: não estou querendo comprar, já comprei. Quanto? É, realmente é muito barato. Mas já tenho a minha, muito obrigado. Sim, comprei e paguei, é lógico. Quero dizer: estou pagando. Aliás é sobre isso mesmo que eu queria uma informação. Paguei... Como? Alô!

- ...

- Seção de Informações? Escute, senhorita, eu estava falando com a Seção de Vendas e você se meteu no meio. Depois não querem que a gente reclame. Alô!

- ?

- Perdão, meu senhor, não quero propriamente reclamar coisa nenhuma, não sei por que me deram a Seção de Reclamações. Quero apenas pedir uma informação... Espere! Por favor, já falei com a Seção de Informações, alô! Ah, meu Deus, vai começar tudo de novo.

- ...

- Seção de Informações? Desculpe, senhorita, eu já falei para aí agora há pouco, parece que eles... Meu nome? Sabino. S-A-B-I-N-O. Não, S de... de que meu Deus? Não é F não, é S. Aliás F é do meu primeiro nome. Não, não, Sabino é o sobrenome mesmo. Mas isso não vem ao caso. Quero apenas saber quem aí me pode informar sobre a compra que eu fiz de uma enciclopédia... Seção de Vendas? Não, por favor, não é com essa Seção. Já falei para lá também e eles... Alô! Seção de Vendas?

- !

- É lógico, ninguém me deixa falar! A culpa não é minha não senhor, é da telefonista. Espere! Espere...

- ?

- Telefonista? Por que diabo me ligaram de novo para a senhora? Hein? Com qual seção? Essa é boa! Com qual seção. Já estou entendendo do serviço aí mais do que vocês. Ligue para a que a senhora quiser, tanto faz. Me dê a Seção de Reclamações, quero fazer uma reclamação.

- ...

- Seção de Reclamações? Quero, sim senhor. Pois então tome nota:eu estou apenas... O quê? Ah, sim, boa tarde. Sabino... não senhor, SABINO! Com B, sim senhor. B de quê? Não entendi bem... sim, pode ser: não sei como se escreve essa palavra. Não! Meu nome eu sei como se escreve, ora essa! Não sei como se escreve essa palavra que o senhor disse. De modo algum. Me recuso a dar meu endereço, para quê o senhor quer meu endereço? Eu vou reclamar, entendeu? Ah, sim? Pois então, escute: reclamo contra os serviços dessa companhia. Especificamente? Bem, contra essa Seção de Reclamações, por exemplo. Contra esse serviço telefônico dos senhores. Contra tudo. Lamentável digo eu. Há mais de meia hora que eu estou tentando colher uma informação e os senhores não fazem senão me jogar feito peteca de um lado para o outro. Peteca - um esporte brasileiro. Quem é que falou em Seção de Livros Estrangeiros? Eu só quero pedir uma informação... Espere, não me ponha de novo na Seção de Informações, que eu desligo. Sim, é justamente o que eu quero. O senhor não me deixa falar! Reclamação, sim: os senhores não deixam a gente falar. São bem-educados demais. Nunca vi tamanha eficiência. Querem saber coisas que não têm nada a ver com a história. Como? Não, livro de história não, meu senhor! comprei uma enciclopédia. Sei lá que número! É justamente o que eu queria saber. Pois chame logo, chame quem o senhor quiser.

- ...

- Chefe da Seção de quê? Ah, sim contabilidade. Tenho, sim senhor. Quero, sim senhor. Recebi, sim senhor. Sabino, sim senhor. Não sei, não senhor. Número de quê? Ah, meu número é 189374. E eu com isso? Não, por favor! não se trata disso. Trata-se do pagamento. eu queria que o meu débito... sim, ainda falta, não paguei tudo não, é justamente sobre isso que eu quero falar. Até que afinal! Paguei...

- ...

- Mister o quê? Mais outro, meu Deus. Como é que se soletra isso? Qual é o seu primeiro nome? Agora chegou a minha vez. Deixe eu falar primeiro Mister Goldfish... Mister Goldtrick... Mister Gorduchinho? Ah, Goldsmith, está bem. Vou bem, obrigado. Depois dou o meu nome, meu endereço, conto-lhe minha vida inteira. Mas agora escute. Primeiro que tudo: com que Seção eu tenho a honra de falar? Pois é isso mesmo: eu tenho um débito aí e queria pagar tudo de uma vez. O senhor quer verificar para mim quanto devo? Ora, o número de minha ficha! Pergunte à Seção de Informações, que deve saber melhor do que eu. Não, por favor, não me ligue para lá que eu me ofendo. Seção de Vendas a Crédito? Está bem, Mister Goldsmith, o senhor é muito gentil. Muito obrigado. Igualmente.

- ...

- Alô! Seção de Vendas a Crédito? Qual é o seu nome, senhorita? Como se soletra isso? Seu primeiro nome? Endereço? O que é que vai fazer à noite? Não, sou apenas um freguês da casa e estou usando seus próprios métodos. Já falei com tudo que é seção e não consegui saber o que eu quero. Ora, senhorita, não me venha com sutilezas! É lógico que eu sei o que quero saber! Se não soubesse não tinha ligado para aí. Sabino - escreva como achar melhor. Não soletro não senhora!  Quer me fazer um favor? Ah, sim, muita gentileza de sua parte. Escutar calada tudo o que eu tenho a dizer. Pois então escute. Tenho a dizer o seguinte: comprei a enciclopédia a prestações e agora quero pagar tudo de uma vez. Perdi os recibos, de modo que não sei nem quanto paguei nem quanto tenho ainda a pagar. Não, não quero outro recibo, pode fazer o favor de escutar calada? Para dizer com franqueza, o fato de eu ter perdido o recibo não é da conta de ninguém. Quero saber quanto eu tenho a pagar... Seção de...? Olha, se me ligar para mais alguém, vai começar o palavrão. Mando a senhorita àquela parte. O quê? Alô!

- ...

- Da Gerência? Ah, sim de Cobranças. Escuta, senhor gerente, meu nome é éfe-é-érre-ene-a-ene-dê-ó-ésse-a-bê-i-ene-ó. Vou processar essa Companhia porque estão me cobrando uma conta que não devo. Pois o senhor vai hoje mesmo se entender com meu advogado. Essa roubalheira não pode continuar. A petição já deu entrada. Como? Sim, espero.

- Alô! Quanto? Oitenta e nove dólares? Era somente isso que eu queria saber. O senhor receberá um cheque hoje mesmo. Deus o abençoe, senhor gerente.

 

 



- Postado por: Déia às 01h28
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Confronto

      (Carlos Drummond de Andrade)

Bateu amor à porta da Loucura

"Deixa-me entrar - pediu - sou teu irmão.

Só tu me limparás da lama escura

a que me conduziu minha paixão."

 

A Loucura desdenha recebê-lo,

sabendo quanto Amor vive de engano,

mas estarrece de surpresa ao vê-lo,

de humano que era, assim tão inumano.

 

E exclama: "Entra correndo, o pouso é teu.

Mais que ninguém mereces habitar

minha casa infernal, feita de breu,

 

enquanto me retiro, sem destino,

pois não sei de mais triste desatino

que este mal sem perdão, o mal de amar".

 



- Postado por: Déia às 13h42
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